Divina Misericórdia fonte de milagres e prodígios: Eu confio em Vós!

Divina Misericórdia fonte de milagres e prodígios!

Eu confio em Vós!

O Rosto de Deus é Misericórdia; os braços de Deus é um voltar-se constante ao seu amor misericordioso. Celebramos no segundo domingo da Páscoa o domingo temático à “Divina Misericórdia” instituído por São João Paulo II. Concluímos assim a Oitava de Páscoa, o dia da Vida, o dia da vitória do Cristo Senhor sobre o pecado e a morte – “O Dia que o Senhor fez para nós”. Sendo assim, essa oitava de páscoa nos aponta o caminho da misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Somos tão amados por Deus que ele nos enviou o seu Filho nesses ‘últimos tempos’ e não negou o entregar ao sacrifício da cruz por amor de nós.

É muito significante as palavras de Cristo no Evangelho segundo São Mateus: “Vinde a mim – disse Jesus – todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30). O Mestre, em outras palavras, convida a todos, a todos abraça, a todos envolve em sua ternura sem medida; quer transfundir nos discípulos sua infinita misericórdia. (AMENTA, Mons. Piero. MISERICORDIOSO E JUSTO)

A misericórdia é o rosto do Pai, os braços do Filho e o fogo do Espírito Santo. Rosto do Pai, porque nos revela quem ele é, o seu mais íntimo e profundo sentimento pelos seus; os braços do Filho, porque no seu sacrifício na cruz somos capazes de saborear a grandeza da graça de Deus nos sacramentos, de modo particular o da ‘reconciliação’ (tribunal por excelência da misericórdia de Deus); o fogo do Espírito Santo, porque somos impulsionados a viver em nós os seus dons e carismas que nos encoraja na missão. Daqui concluímos que somos amantes de Deus, amor que não se esgota, sem limites. “Dai graças ao Senhor porque Ele é bom, eterna é a sua misericórdia”, mas não esqueçamos, ‘a misericórdia é também suma justiça’.

“O meu passado já não me preocupa; pertence à misericórdia divina. O meu futuro ainda não me preocupa; pertence à providência divina. O que me preocupa e me desafia é o hoje, que pertence à graça de Deus e à entrega do meu coração, da minha boa vontade.” (S. Francisco de Sales)

Sem. Ramon Lima

Diocese de Eunápolis, BA

3º Ano de Teologia, 2018

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