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Espiritual

A área de formação mais importante e decisiva para o aspirante ao sacerdócio é a vida espiritual. É aquilo que o caracteriza: formar-se homem de Deus, identificar-se com Cristo sacerdote, unir-se a Ele como à Videira donde brota a vida. A “transformação” tem de ser, antes de tudo, transformação sacerdotal. O apelo de Cristo à perfeição deve ressoar de modo especial naquele que foi escolhido como prolongamento do único Mediador entre Deus e os homens.

Trata-se de formação vivencial mais do que intelectual. É a experiência do amor: começa pelo amor a Deus e aos homens, e termina neste mesmo amor fortalecido e aperfeiçoado: começar amando para terminar amando mais.

Essa vivência está radicalmente centralizada em Cristo e tem como fonte principal o Evangelho; mas também a longa tradição deixada na Igreja pelos mestres de vida espiritual constitui um importante apoio. Em última análise, toda espiritualidade cristã é essencialmente igual: o Evangelho é o mesmo para todos. Porém os homens buscam no sacerdote um amigo, um confidente, homem de Deus, alguém em quem possam encontrar compreensão e acolhida; esperam encontrar nele um homem prudente e bem preparado, capaz de oferecer-lhes orientação segura nas suas lutas ou nas trevas de sua fé.

Para que possa transformar-se em homem de Deus, o seminarista deve passar por um processo gradual e dinâmico; neste processo Deus vai, pouco a pouco, invadindo todas suas faculdades, seus sentimentos, seu agir, elevando-os na proporção em que a alma se dispõe a colaborar com a graça. O caminho primordial para tal transformação é o da oração entendida como contato fecundo e renovador com Deus: oração que pede e, ao mesmo tempo, alimenta a generosa correspondência na prática das virtudes; ascese positiva e amorosa, necessária para ir purificando a pessoa do pecado e de seus efeitos; a docilidade às inspirações do Espírito Santo.

O papel de Maria:

Ao pensar na formação espiritual do seminarista, não pode ser esquecida esta característica da espiritualidade sacerdotal. Não se trata de indicar-lhe devoções, mas sim devoção, a autêntica, riquíssima e sólida devoção que a Igreja nutre para com a Mãe de Deus. A qual não pode ser reduzida a um número mais ou menos amplo de práticas de piedade e de orações, nem ao estudo frio da Mariologia. Deve ir mais além, à imitação de suas virtudes, sobretudo de sua fé, esperança e caridade, de sua obediência, de sua humildade e de sua colaboração plena no mistério da redenção dos homens. Ela é o modelo mais acabado da nova criatura nascida do poder redentor de Cristo, e o testemunho mais eloquente da vida nova trazida pela ressurreição do Senhor.

Assim, o seminarista, quanto mais se aproxima do momento da unção sacerdotal, maior costume deve ter de dialogar com a Mãe do céu; costume o qual deve manter durante toda a vida sacerdotal, pondo em suas mãos a própria fidelidade e perseverança e o êxito de seus trabalhos apostólicos.

Alguns meios gerais para a formação espiritual:

Existem alguns meios gerais e fundamentais sobre os quais se baseia todo o processo de formação espiritual. São meios que vão moldando sua personalidade, pois o põem em contato com as verdadeiras fontes da vida espiritual: os sacramentos, a oração, o Evangelho. Aproximam-no de Deus, modelam seu coração de apóstolo, abrem-no permanentemente aos valores do espírito e o mantêm no caminho de sua santificação. São necessidades profundas e exigências normais de autêntica vida cristã e sacerdotal que busca a santidade e a realização da própria missão. Sem eles, o seminarista não será um autêntico seguidor de Cristo, muito menos um bom sacerdote.

  • A oração;
  • A vida interior;
  • A vida litúrgica e sacramental, sobretudo os sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, bem como a liturgia das horas;
  • A direção espiritual;
  • Retiros e exercícios espirituais;
  • Um programa de vida espiritual;
  • Leituras espirituais.
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